A morte devagar
(...) Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
(Fonte: MEDEIROS, M. A morte devagar (adaptado). Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 1 nov. 2000.)
Considere o uso e a formação morfossintática do advérbio lentamente, no texto adaptado de Martha Medeiros, e marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações feitas.
( ) "lentamente" é um termo formado por derivação prefixal, tal qual a palavra "incerto".
( ) O advérbio "lentamente" pode ser substituído, no texto, por "vagarosamente", sem prejuízo de significado.
( ) Apesar de ser um advérbio, "lentamente" preserva a função morfossintática de qualificar a maneira como se morre, tal qual o adjetivo de que deriva.
( ) "lentamente", "justamente" e "incessante", sublinhados no texto, realizam a mesma função sintática: a de adjunto adverbial.
( ) O advérbio "lentamente" é formado pelo mesmo processo morfológico de "lentidão" (substantivo) e "lentinho" (adjetivo).
A alternativa que apresenta a sequência correta é