Carvão é o nome dado a diversas rochas sedimentares passíveis de uso como combustível. De acordo com o teor de carbono existente, têm-se, dos tipos menos ricos até os mais ricos: turfa, linhito, hulha e antracito. Um grau de pureza ainda maior que o do antracito seria o da grafita, mas ela não é combustível. O Brasil possui reservas de turfa, linhito e hulha. A hulha totaliza 32 bilhões de toneladas de reservas e está, sobretudo, no Rio Grande do Sul (89,25% do total). Somente a Jazida de Candiota (RS – a 375 km de Porto Alegre) possui 38% de todo o carvão nacional. Como se trata de um carvão de qualidade inferior, com poder calorífico igual a 3.000 kcal/kg, é utilizado apenas na geração de energia termoelétrica e no próprio local da jazida. Depois do fracasso da inclusão de térmicas a carvão, no último leilão de energia, realizado em 29 de agosto de 2013, o setor prepara uma lista de reivindicações para conseguir viabilizar as usinas no próximo leilão, agendado para o mês de dezembro. Há uma perspectiva de construção de duas novas usinas termelétricas, a MPX Sul e a Seival, com potências somadas de 1.350 MW, ambas em Candiota, que utilizarão as reservas de 152 milhões de toneladas de carvão da mina de Seival.
Supondo que não seja aumentada a potência das usinas, e todo o carvão da mina seja utilizado exclusivamente para a geração de energia, por quanto tempo, aproximadamente, esta mina produzirá energia? (Dados: 1 cal ≅ 4,2 J)