TEXTO:
[...] Possuir competência é a condição para
competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo
no mercado de trabalho.
Já diziam, enfáticos, nossos avós: “Quem não tem
[5] competência não se estabelece!”. Esse assunto
ganhou status de método a partir dos estudos de David
McClelland nos anos 70, e nas organizações adotou-se
universalmente a fórmula do CHA (Conhecimento,
Habilidade e Atitude), ou, como preferem alguns,
[10] Saber, Poder e Querer. Considerando que essa
equação é um produto, se um dos três for nulo, o
resultado final será competência zero. Mas o tempo
passa e os conceitos vão sendo aprimorados. Na
competência 2.0 deste século, o CHA vira CHAVE.
[15] E a chave da competência ampliada é o acréscimo
de duas letras, dois conceitos e duas preocupações.
O “V” representa Valores. Em uma sociedade que
se diz digna, preocupada com o social e responsável
pelo futuro, não temos como não incluir uma lista
[20] de valores na análise da qualidade dos resultados
alcançados. [...]
E o “E” da CHAVE significa Entorno, o ambiente
onde a competência encontra as condições para ser
exercida. Esse é o único elemento que está mais fora
[25] do que dentro do indivíduo. [...]
Eis a grande responsabilidade das organizações:
formar pessoas competentes e fornecer-lhes o cenário
para que atuem. Essa visão ampliada de competência
coloca ordem na casa do mundo moderno e abre
[30] espaço para a construção de um futuro em que os
resultados não serão obtidos a qualquer custo. Só
assim poderemos dizer aos nossos netos:
“Quem não tem competência não se estabelece!”.
MUSSAK, Eugênio. A nova competência. Disponível em: . Acesso em: 9 jun. 2019.
Em relação ao texto, é correto afirmar: