Na década de 40, o jornal Ecology publicou um artigo controverso descrevendo o fluxo energético de um lago de Minnesota, na região centro-oeste dos EUA. Os pesquisadores estudaram as relações energéticas entre organismos e componentes abióticos em um ecossistema lêntico. Em vez de agrupar as plantas, os animais e as bactérias do lago de acordo com suas categorias taxonômicas, os cientistas os agruparam em categorias com base, principalmente, em como eles obtêm sua energia. (Adaptado de: CAIN; M. L. Ecologia. Grupo A, 2017). Hoje, ao estudar como os animais obtêm sua energia, os cientistas realizam medições isotópicas para verificar, por exemplo, se os ursos-cinzentos vivendo próximos às áreas costeiras dependem mais de peixe em sua dieta do que os ursos das áreas interiores que não têm acesso ao salmão. Utilizando as informações sobre a composição isotópica das fontes de alimentos, os pesquisadores descobriram que os ursos-cinzentos vivendo nas áreas interiores consumiam menos carne (35% de sua dieta total) do que os ursos-cinzentos das zonas costeiras ou os extintos ursos-das-cavernas, com uma proporção maior de sua dieta consistindo em plantas (65 ). Com o exemplo dado, percebe-se que dietas heterotróficas podem ser determinadas pela composição isotópica da fonte de alimento.
Portanto, a forma como os ursos-cinzentos obtêm a energia necessária para se sustentar é denominada