TEXTO:
Informática e a Medicina do Século 21
A Medicina está passando por rápidas
transformações em todo o mundo, nesse final de século.
Uma delas é o revolucionário progresso verificado com
a disseminação de informação através da Internet e das
[5] redes de computadores. No entanto, o que é possível,
atualmente, ainda está muito longe do que nos espera
no futuro.
Muitos hospitais estão começando a converter os
prontuários de seus pacientes para o formato eletrônico.
[10] Nos EUA, a principal motivação para isso tem sido as
exigências legais (certificação de hospitais pelo governo
e problemas com ações movidas por má prática médica)
e econômicas, mas existe uma preocupação crescente
com a qualidade da informação disponível sobre os
[15] pacientes, a qual tem consequências imediatas sobre
a qualidade da assistência médica prestada. Todos
conhecem os enormes problemas causados pelo
ineficiente e arcaico sistema de arquivamento médico
em papel, que vão desde a tradicional ilegibilidade das
[20] anotações médicas, até a perda de informações ou a
dificuldade de achar qualquer coisa. O registro médico
eletrônico unificado tem muitas vantagens em relação
ao de papel, ao facilitar enormemente as funções de
busca, recuperação e análise de dados clínicos. A forma
[25] mais comum, usada em muitos consultórios médicos,
é organizar a informação no computador na forma de
fichas específicas para cada área ou tipo de exame ou
resultado.
Existem também registros médicos multimídia, ou
[30] seja, que podem incorporar versões digitais de imagens
médicas, sons, sinais fisiológicos, etc. Várias
instituições estão fazendo experimentos com a
disponibilização dessas informações através da Internet,
usando a interface bem conhecida da World Wide Web
[35] (WWW), de fácil aprendizado e utilização.
Bons exemplos de projetos nesta área são o
Artemis, da NLM, e o W3-EMRS e Infomed, dos EUA.
Se acoplarmos as tecnologias da Inteligência Artificial
(campo da Informática que desenvolve sistemas capazes
[40] de raciocinar de forma semelhante ao ser humano) aos
bancos de dados clínicos, os médicos e enfermeiros
podem utilizá-los para tomar decisões baseadas na
situação particular de um paciente, por exemplo, para
selecionar o melhor antibiótico. Um sistema desse tipo,
[45] denominado HELP, já está em operação há vários anos
no Hospital dos Santos dos Últimos Dias, em Salt Lake
City, e é comercializado por uma empresa americana.
Quando o médico solicita ao computador para recuperar
o prontuário eletrônico de um paciente, o sistema efetua
[50] automaticamente uma série de tarefas, podendo inclusive
imprimir lembretes para o médico (ex., “está na hora de
pedir uma mamografia anual para esta paciente”), auxiliar
no diagnóstico (ex.,“os sintomas e sinais são indicativos
de tuberculose pulmonar, com uma probabilidade de
[55] 87%”) ou recomendar uma conduta (ex., “o melhor
antibiótico para tratar essa bacteremia são a penicilina
G potássica intravenosa”). Comprovadamente, esse
sistema já economizou milhões de dólares em custos
de medicamentos, ao mesmo tempo diminuindo a
[60] mortalidade e a duração da estadia hospitalar, tudo isso
apenas ao colocar os computadores à disposição dos
médicos e melhorar o acesso à informação. Os médicos
gostam do sistema, porque ele dá uma maior segurança
no diagnóstico e na conduta, os torna mais eficientes e
[65] atentos aos problemas passados e atuais dos seus
pacientes.
HOGARTH, Michael E.; SABATTINI, Renato M. E. Informática e a Medicina do Século 21. Disponível em: . Acesso em: 31 ago. 2014. Adaptado.
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