TEXTO 1
Nota vermelha
Há coisas que, de tão ruins, parecem não poder piorar. É o caso da educação em São Paulo.
A prefeitura da cidade realiza uma prova, desde 2007, para avaliar os conhecimentos adquiridos por estudantes da 2ª à 8ª série do ensino fundamental. Os resultados têm sido muito fracos. Mais de 70% dos alunos da 4ª série não aprenderam o que deviam em português – e mais de 80% são incompetentes em matemática.
Na 8ª série, a situação piora. Mais de 80% dos alunos não sabem usar a língua portuguesa da forma apropriada para a sua idade. Em matemática, nove de cada dez estudantes terminam o ensino fundamental sem terem um nível satisfatório na disciplina.
O mais incrível é que a situação, ao contrário do que era de esperar, não melhora. Em 2009, em três das quatro séries avaliadas, o rendimento dos estudantes em matemática foi menor do que em 2008.
Todo mundo sabe que enquanto o governo não for capaz de melhorar as condições de ensino e o nível dos professores que educam essas crianças o problema não terá solução.
Acontece que aí, igualmente, as coisas não vão bem. Os cursos de formação dos futuros professores do país são os que atraem os piores alunos.
São dados do Sistema de Seleção Unificada, que dá acesso a vagas em universidades federais aos estudantes que fizeram a prova do Enem.
Ou seja, maus professores que formam maus alunos que se tornam... maus professores! É preciso romper com esse ciclo vicioso.
Disponível em: < http://www.agora.uol.com.br/editorial/ult10112u690334.shtml> Acesso em 08 nov. 2013.
TEXTO 2
Ensino superior e distante
Dados do Censo da Educação Superior de 2013 sugerem que o sistema de ensino de terceiro grau pode estar perto de alcançar um ponto de equilíbrio. Após vários anos em que a taxa de criação de novas instituições superiores beirava os 10% anuais, entre 2006 e 2007 ela foi de mero 0,5%, passando de 2.270 para 2.281 entidades.
Saturação do mercado, porém, não significa que as necessidades do país estejam atendidas. Se o número de matrículas aumentou 8% no período, o de formandos cresceu em ritmo mais lento (3%). Diminui a proporção entre alunos ingressantes e concluintes, que era de 46% em 2006 e passou para 44% em 2007.
Mais preocupante é a queda no número de diplomados em cursos de formação de professores para o ensino básico. Em 2007, formaram-se 70.507 docentes, 4,5% menos que em 2006. Algumas das maiores reduções envolvem profissionais para ensinar disciplinas obrigatórias, como letras (-10%), geografia (-9%) e química (-7%). Isso num país em que ao menos 300 mil professores carecem de qualificação apropriada para as aulas que ministram. Eis aí uma das principais deficiências da educação nacional. Ela só será sanada com o aprofundamento de uma política de revalorização da profissão, que começa por uma recomposição salarial, mas não poderia esgotar-se nela.
Dada a urgência de preparar mais e melhores professores, há que se lançar mão de todos os meios -como o ensino a distância, que permite levar a qualificação aonde ela é mais necessária. A boa nova do censo é que essa modalidade conta já com 370 mil matriculados (7% do total), contra 207 mil no ano anterior.
Falta agora criar as condições e os requisitos de qualidade para que esse potencial seja mobilizado na capacitação dos docentes de que o Brasil precisa. Caso contrário, resultará apenas em mais um canal de saturação.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0402200902.htm> Acesso em 08 nov.2013
Ou seja, maus professores que formam maus alunos que se tornam... maus professores! É preciso romper com esse ciclo vicioso.
Disponível em: < http://www.agora.uol.com.br/editorial/ult10112u690334.shtml> Acesso em 08 nov. 2013.
TEXTO 2
Ensino superior e distante
Dados do Censo da Educação Superior de 2013 sugerem que o sistema de ensino de terceiro grau pode estar perto de alcançar um ponto de equilíbrio. Após vários anos em que a taxa de criação de novas instituições superiores beirava os 10% anuais, entre 2006 e 2007 ela foi de mero 0,5%, passando de 2.270 para 2.281 entidades.
Saturação do mercado, porém, não significa que as necessidades do país estejam atendidas. Se o número de matrículas aumentou 8% no período, o de formandos cresceu em ritmo mais lento (3%). Diminui a proporção entre alunos ingressantes e concluintes, que era de 46% em 2006 e passou para 44% em 2007.
Mais preocupante é a queda no número de diplomados em cursos de formação de professores para o ensino básico. Em 2007, formaram-se 70.507 docentes, 4,5% menos que em 2006. Algumas das maiores reduções envolvem profissionais para ensinar disciplinas obrigatórias, como letras (-10%), geografia (-9%) e química (-7%). Isso num país em que ao menos 300 mil professores carecem de qualificação apropriada para as aulas que ministram. Eis aí uma das principais deficiências da educação nacional. Ela só será sanada com o aprofundamento de uma política de revalorização da profissão, que começa por uma recomposição salarial, mas não poderia esgotar-se nela.
Dada a urgência de preparar mais e melhores professores, há que se lançar mão de todos os meios -como o ensino a distância, que permite levar a qualificação aonde ela é mais necessária. A boa nova do censo é que essa modalidade conta já com 370 mil matriculados (7% do total), contra 207 mil no ano anterior.
Falta agora criar as condições e os requisitos de qualidade para que esse potencial seja mobilizado na capacitação dos docentes de que o Brasil precisa. Caso contrário, resultará apenas em mais um canal de saturação.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0402200902.htm> Acesso em 08 nov.2013
TEXTO 2
Ensino superior e distante
Dados do Censo da Educação Superior de 2013 sugerem que o sistema de ensino de terceiro grau pode estar perto de alcançar um ponto de equilíbrio. Após vários anos em que a taxa de criação de novas instituições superiores beirava os 10% anuais, entre 2006 e 2007 ela foi de mero 0,5%, passando de 2.270 para 2.281 entidades.
Saturação do mercado, porém, não significa que as necessidades do país estejam atendidas. Se o número de matrículas aumentou 8% no período, o de formandos cresceu em ritmo mais lento (3%). Diminui a proporção entre alunos ingressantes e concluintes, que era de 46% em 2006 e passou para 44% em 2007.
Mais preocupante é a queda no número de diplomados em cursos de formação de professores para o ensino básico. Em 2007, formaram-se 70.507 docentes, 4,5% menos que em 2006. Algumas das maiores reduções envolvem profissionais para ensinar disciplinas obrigatórias, como letras (-10%), geografia (-9%) e química (-7%). Isso num país em que ao menos 300 mil professores carecem de qualificação apropriada para as aulas que ministram. Eis aí uma das principais deficiências da educação nacional. Ela só será sanada com o aprofundamento de uma política de revalorização da profissão, que começa por uma recomposição salarial, mas não poderia esgotar-se nela.
Dada a urgência de preparar mais e melhores professores, há que se lançar mão de todos os meios -como o ensino a distância, que permite levar a qualificação aonde ela é mais necessária. A boa nova do censo é que essa modalidade conta já com 370 mil matriculados (7% do total), contra 207 mil no ano anterior.
Falta agora criar as condições e os requisitos de qualidade para que esse potencial seja mobilizado na capacitação dos docentes de que o Brasil precisa. Caso contrário, resultará apenas em mais um canal de saturação.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0402200902.htm> Acesso em 08 nov.2013
Falta agora criar as condições e os requisitos de qualidade para que esse potencial seja mobilizado na capacitação dos docentes de que o Brasil precisa. Caso contrário, resultará apenas em mais um canal de saturação.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0402200902.htm> Acesso em 08 nov.2013
O tema tratado em ambos os textos é