Os estudos envolvendo a utilização de compostos, que são chamados de complexos, no tratamento do câncer, têm se intensificado nos últimos anos, sendo os complexos de platina os mais estudados. Um estudo recente investigou a atividade antitumoral do triplatinNC2, cuja fórmula estrutural está representada em I.Na ação da droga, além de a platina se ligar ao DNA, de forma semelhante à cisplatina, são formadas interações entre a droga e os radicais fosfato (PO4) do DNA, como está representada em II, que resultaram em um aumento na atividade citotóxica do composto.
[PtCl2(NH3)2](aq) + H2O(
ℓ)
⇌ [PtCl(NH3)2(H2O)]+ (aq) + Cl– (aq)
[PtCl(NH3)2(H2O)]+ (aq) + H2O(ℓ) ⇌ [Pt(NH3)2(H2O)2] 2+(aq) + Cl– (aq)
O composto cis-diaminodicloroplatina(II), conhecido como cisplatina, cis-[PtCl2(NH3)2], é um dos fármacos mais usados no tratamento do câncer. O mecanismo de ação da cisplatina tem sido amplamente estudado e ainda é alvo de dúvidas. Entretanto as pesquisas apontam que, ao entrar na célula, o fármaco passa por reações de hidrólise em que os átomos de cloro ligados à platina são sucessivamente substituídos para formar as espécies [PtCl(NH3)2(H2O)]+ e [Pt(NH3)2(H2O)2] 2+, conforme as equações químicas.
Acredita-se que, após a formação desta última espécie, é que o fármaco se liga ao DNA, e isso contribui com a apoptose. Entretanto, nas regiões intra e extracelulares, a hidrólise referida ocorre em diferentes extensões. No meio extracelular, a concentração de íons cloreto é de, aproximadamente, 0,1mol/L, enquanto, no meio intracelular, é de 4x10−3 mol/L.
Considerando-se nessas informações e com base nas equações químicas, conclui-se: