Sabe-se que os primeiros registros feitos pelos seres humanos eram marcados em paredes, folhas de palmeiras, tijolos de barro, tábuas de madeira. A primeira inovação foi o papiro, que tinha como matéria-prima uma planta. Depois ele foi substituído pelo pergaminho – feito de pele de animais –, que tinha maior durabilidade e que tornava a escrita mais fácil.
No século II, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca, os chineses inventaram o papel.
de de pesca, os chineses inventaram o papel. Em 1448, Johann Fust, juntamente com Gutenberg, fundou a Werk der Buchei (Fábrica de Livros), onde foi publicada a Bíblia de Gutenberg, livro que tinha 42 linhas. O aumento da oferta de papel e o aprimoramento das técnicas de impressão em larga escala ajudaram a consolidar o livro como veículo de informação e entretenimento.
Em 1971, a tecnologia inovou o mundo da leitura com os e-books, livros digitais que podem ser lidos em vários aparelhos eletrônicos.
Disponível em: <http://blog.render.com.br/diversos/a-evolucao-do-livro/>. Acesso em: 14 fev. 17. (Parcial e adaptado.)
O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário – 5% dos livros vendidos hoje, no Brasil, são e-books, enquanto que o número nos Estados Unidos chega a 25% –, porém, aos poucos, mais pessoas aderem aos livros eletrônicos.
Por um lado, é possível afirmar que a leitura de uma narrativa em um e-reader (aparelho projetado para a leitura digital) atrapalhe um pouco a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros aspectos. De outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem tem dificuldades em ler no papel.
A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada em um estudo liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ela dividiu 50 estudantes em dois grupos – um tinha de ler a versão em papel de um conto, enquanto o outro lia esse mesmo texto em um e-reader Kindle. Depois, tinham de responder a perguntas sobre o conto.
A percepção sobre personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os grupos, e a sobre elementos da história foi até melhor no grupo que leu via e-reader. Por outro lado, os usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos na trama.
Já a equipe de Matthew Schneps, do Departamento de Educação Científica do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, trabalhou com mais de 100 adolescentes com dislexia. A comparação se deu entre aqueles que leram em papel e em iPods Touch configurados para mostrar de duas a três palavras por linha, em letras grandes. Resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na velocidade de leitura e na compreensão, ao lerem nos iPods Touch.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/09/1516515-estudos-comparamcompreensao-de-texto-de-quem-le-livros-eletronicos-e-de-papel.shtml>. Acesso em: 10 abr. 17. (Parcial e adaptado.)
A partir das informações, assinale a alternativa correta.