Não há motivo para pânico
Restrita a hospitais, a superbactéria KPC só vitimiza pacientes graves, com baixíssima imunidade.
Nas últimas duas semanas, notícias sobre a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase, a KPC, ganharam as páginas dos jornais. Apenas no Distrito Federal, desde o início do ano, ela contaminou 183 pessoas, das quais dezoito morreram. Havia casos registrados também no Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Um levantamento feito pela VEJA em quinze hospitais públicos e particulares de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina mostra que dois novos casos de contaminação pelo germe vêm sendo registrados todos os meses desde o início do ano, com uma taxa de mortalidade em torno de 30% a 50%. Não há motivo, porém, para muito alarme. A existência de uma superbactéria não deve nunca ser desprezada, mas é preciso deixar claro que a KPC, identificada em 2006 nos Estados Unidos, está restrita a ambientes hospitalares. Além disso, os pacientes mais suscetíveis são os doentes graves, imunologicamente debilitados. Em sua maioria, estão internados há bastante tempo em UTI’s, com pouca perspectiva de alta. “Em contato com uma pessoa saudável, a KPC oferece risco mínimo”, diz a infectologista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mesmo dentro dos hospitais, entre doentes mais graves, a KPC é de difícil transmissão. Sua matriz, a Klebsiella, é naturalmente encontrada nos intestinos. A KPC desperta a atenção dos especialistas nem tanto por sua ação, mas, sobretudo, pela forma como, no organismo do doente, ela passa a um micro-organismo semelhante à informação de como adquirir resistência.
(Fragmento, Revista Veja, 27 de outubro de 2010, pág. 98 e 100)
Após análise do texto, com relação às bactérias, micro-organismos pertencentes ao Reino Monera, é correto afirmar que: