Considere este excerto sobre a filosofia como cura da alma.
Pode-se dizer que, para Sócrates, o filósofo tem como tarefa curar a própria alma e a alma daqueles que dele se aproximam, despertando a si próprio e aos outros do sono de acreditar serem sábios. Isto é, fazer-se e fazê-los a eles conscientes da sua própria ignorância a respeito do que é ser virtuoso, do que é verdadeiro e do que é ser sábio, submetendo-se e submetendo-os permanentemente a um certo tipo de exame. Trata-se então de uma prática da refutação que tem como finalidade tornar transparente a estrutura de cada um dos seres, e conduzir ao reconhecimento da própria ignorância com relação aos assuntos mencionados. Mas, para que serve esse tornar transparente a estrutura de cada um dos seres, e para que serve também, segundo Sócrates, reconhecer a própria ignorância? Aparentemente, com isso o filósofo – neste caso Sócrates – ajuda os examinados (aí incluído ele próprio) a (1) esclarecer aquilo em que realmente acreditam no tocante aos assuntos tratados; (2) reconhecer as consequências do que acreditam; e, finalmente, (3) a viver em concordância com a maneira como realmente desejam.
(Fonte: GUTIERREZ, S. G. Sobre a Filosofia como uma Atividade Terapêutica. In: Cad. Hist. Fil. Ci. Campinas, Série 3, v. 14, n. 2, p. 203-226, jul.- dez. 2004. p. 206).
Conforme a posição socrática sobre a atividade filosófica, marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes proposições.
( ) Curar a alma é tornar a pessoa consciente de sua ignorância quanto aos fatos que a cercam.
( ) Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida.
( ) Reconhecer a ignorância significa, entre outras coisas, estar disposto a examinar e esclarecer as próprias crenças.
( ) Há a afirmação de uma concordância entre as crenças e o modo de vida, de modo que, se a alma estiver saudável, não se pode viver de outro modo.
A sequência correta é