O texto abaixo, um fragmento da peça O santo e a porca, de Ariano Suassuna, encenada primeiramente em 1957, serve de referência para a questão 17:
Entra EUDORO VICENTE. BENONA lança-lhe um olhar provocante e terno.
BENONA — Eudoro, meu irmão vem já. Com licença, malvado! (Sai.)
EUDORO — Que foi que houve aqui, meu Deus, para Benona me olhar assim. Que coisa esquisita!
CAROBA — Ah, e o senhor ainda não soube de nada não?
EUDORO — Não, o que foi que houve?
CAROBA — O que houve, Seu Eudoro, foi que o povo daqui está desconfiado de que o senhor veio noivar.
EUDORO — E por que estão pensando nisso?
CAROBA — O senhor mandou dizer na carta que ia roubar o tesouro de Seu Euricão e todo mundo está pensando que isso quer dizer "casar com Dona Margarida".
EUDORO — Pois estão pensando certo, Caroba. Desde que Dodó saiu de casa para estudar, estou me sentindo muito só. Simpatizei com a filha de Euricão e resolvi pedi-la, apesar da diferença de idade.
SUASSUNA, Ariano. O santo e a porca. 22. ed. São Paulo: José Olympio, 2010. p. 33
Entra EUDORO VICENTE. BENONA lança-lhe um olhar provocante e terno. BENONA — Eudoro, meu irmão vem já. Com licença, malvado! (Sai.) EUDORO — Que foi que houve aqui, meu Deus, para Benona me olhar assim. Que coisa esquisita! CAROBA — Ah, e o senhor ainda não soube de nada não? EUDORO — Não, o que foi que houve? CAROBA — O que houve, Seu Eudoro, foi que o povo daqui está desconfiado de que o senhor veio noivar. EUDORO — E por que estão pensando nisso? CAROBA — O senhor mandou dizer na carta que ia roubar o tesouro de Seu Euricão e todo mundo está pensando que isso quer dizer "casar com Dona Margarida". EUDORO — Pois estão pensando certo, Caroba. Desde que Dodó saiu de casa para estudar, estou me sentindo muito só. Simpatizei com a filha de Euricão e resolvi pedi-la, apesar da diferença de idade.
Sobre Caroba e Dona Margarida, personagens femininas de O santo e a porca, pode-se afirmar que