Literatura
Questões de Eu Lírico e Subjetividade Poética
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Texto I Chega no morro Com o carregamento Pulseira, cimento Relógio, pneu, gravador… Rezo até ele chegar Cá no alto Essa onda de assaltos Está um horror… (Música “O Meu Guri”, de Chico Buar
Há tantos diálogos Diálogo com o ser amado o semelhante o diferente o indiferente o oposto o adversário o surdo-mudo o possesso o irracional o vegetal o mineral o inominado Diálogo consigo mesmo
2 Se você acompanhasse um rio, ah, se você acompanhasse um rio desde as nascentes puras até longe... Se fosse o rio Turvo quando chegasse em Edéia viria peixes, peixes e mais peixes e a solidão do ve
Leia o poema a seguir. O POETA DO HEDIONDO Sofro aceleradíssimas pancadas No coração. Ataca-me a existência A mortificadora coalescência Das desgraças humanas congregadas! Em alucinatórias cavalgadas,
POÇAS D´ÁGUA As poças d´água são um mundo mágico Um céu quebrado no chão Onde em vez de tristes estrelas Brilham os letreiros de gás Néon. (Mario Quintana, Preparativos de viagem, São Paulo, Globo, 199
Modinha do empregado de banco Eu sou triste como um prático de farmácia sou quase tão triste como um homem que usa costeletas Passo o dia inteiro pensando nuns carinhos de mulher mas só ouço o tectec
SUGESTÃO DE ESTRELA Daquela estrela chegou-me uma carta do tempo em que escreviam cartas. Eu pude ler em sua intermitência frases saudosas que aprendi um dia e hoje releio numa sugestão
CRUCIFIXO É um crucifixo de marfim Ligeiramente amarelado, Pátina do tempo escoado. Sempre o vi patinado assim. Mãe, irmã, pai meus estreitado Tiveram-no ao chegar o fim. Hoje, em meu quarto coloc
TEXTO Como eu não possuo Mário de Sá Carneiro Olho em volta de mim. Todos possuem — Um afecto, um sorriso ou um abraço. Só para mim as ânsias se diluem E não possuo mesmo quando enlaço.
“Eu queria que as palavras me gorjeassem”. (Manoel de Barros). Assinale a alternativa onde se encontra a correta interpretação para esse verso do poeta pantaneiro.
Modinha do empregado de banco Eu sou triste como um prático de farmácia sou quase tão triste como um homem que usa costeletas Passo o dia inteiro pensando nuns carinhos de mulher mas só ouço o tecte
Texto I PASSANDO DOS CINQUENTA Meu pescoço se enruga. Imagino que seja de mover a cabeça para observar a vida. E se enrugam as mãos cansadas dos seus gestos. E as pálpebras apertadas no so
AUTOPSICOGRAFIA O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve
INSTRUÇÃO: Para responder à questão, leia o poema “O que a musa eterna canta”, de Adélia Prado. Cesse de uma vez meu vão desejo de que o poema sirva a todas as fomes. Um jogador de futebol chegou mesmo a declar
Leia o poema Romance da piracema , em que o escritor Elson Farias, integrante do Clube da Madrugada, refere-se, como Tarsila do Amaral, à vida de pescadores. Espumas de ardente brilho era o verão que se abria.
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