O sexo é ancestral. Mas ele não é o mesmo desde que vivíamos em cavernas
O médico francês Henri Scoutetten descreveu em 1843 o tratamento com ducha fria na vulva de suas pacientes que sofriam de uma doença que acometia 75% das mulheres da época: a histeria. A “hidromassagem” demandava um equipamento caro e complexo para aqueles tempos, e prometia controlar vários sintomas daquele “mal”. As crises histéricas ganharam diagnóstico e tratamento específicos quando o médico grego Hipócrates, no século 5 a.C., estabeleceu que essa “doença feminina” – histeria deriva da palavra grega histeros (útero) – deveria ser curada com massagem genital. Para Galeno, médico de extrema influência no Império Romano no fim do século 2, o problema era causado pela retenção de fluidos no útero, que precisavam ser liberados pelo marido. O tratamento eficiente virou o casamento, para haver penetração e liberação dos “demônios interiores” precursores de todos esses problemas de saúde. Na falta do “remédio” ou como terapia complementar, uma parteira ou um médico poderiam fazer uma massagem na vulva e na vagina para alívio temporário. Tudo em nome da purgação do corpo.
Fonte: https://super.abril.com.br/historia/a-evolucao-tecnologica-do-sexo/(adaptado)
Segundo a reportagem, a referida doença acometia partes do aparelho genital feminino, cuja fisiologia de cada estrutura do referido sistema foi previamente conhecida.
Sobre essa temática é correto afirmar que