Atente para o excerto abaixo, de História Concisa da Literatura Brasileira, de Alfredo Bosi:
“No plano da invenção ficcional e poética, o primeiro reflexo sensível é a descida de tom no modo de o escritor relacionar-se com a matéria de sua obra. O liame que se estabelecia entre o autor romântico e o mundo estava afetado de uma série de mitos idealizantes: a natureza-mãe, a natureza-refúgio, o amor-fatalidade, a mulher-diva, o herói-prometeu, sem falar na aura que cingia alguns ídolos como a “Nação”, a “Pátria”, a “Tradição”, etc. [...] Ora, é esse complexo ideo-afetivo que vai cedendo a um processo de crítica na literatura dita “realista”. Há um esforço, por parte do escritor antirromântico, de acercar-se impessoalmente dos objetos, das pessoas. E uma sede de objetividade que responde aos métodos científicos cada vez mais exatos nas últimas décadas do século.”
Tendo como base o texto acima, é possível afirmar que:
I. o autor romântico relacionava-se intimamente com a matéria de sua obra, pois falava apenas daquilo que experimentava no mundo, objetivamente.
II. o Romantismo brasileiro tomava o mundo a partir de um viés único: a idealização da natureza, do amor, da mulher e do herói, seus únicos temas.
III. elementos como “Nação”, “Pátria” e “Tradição” eram materializados como ídolos que agiam como personagens nas narrativas do Romantismo.
IV. na entrada do Realismo, os escritores possuíam uma veia antirromântica, pois buscavam impessoalidade ao tratar dos seus temas.
V. ao se desenvolver, o Realismo procurava cada vez mais a objetividade no seu trato literário, buscando compor obras de maior exatidão científica.
Está correto o que se afirma