TEXTO I
Simões Lopes criticava a nomeação de parentes e amigos para o exercício de atividades administrativas junto à esfera pública: “A situação da administração pública brasileira era, então, das mais lamentáveis, pois fora submetida durante largos anos a um regime eminentemente político, em que a escolha para cargos públicos se fazia sob pressão dos políticos que apoiavam o governo, e regionalmente, dos cabos eleitorais. Era o triste sistema de pistolão que os americanos batizaram de spoil system. A administração tinha alcançado um nível tão baixo de eficiência e credibilidade, de honorabilidade, de capacidade de responder às necessidades crescentes do povo brasileiro, que se fazia necessária uma reforma profunda.”
PRIORE, Mar Del. Histórias da gente brasileira: República – Memórias (1889-1950). Volume 3. Rio de Janeiro: LeYa, 2017. p. 206.
TEXTO II
Luís Simões Lopes nasceu em Pelotas (RS), em 1903. [...] Em novembro daquele ano (1930), após a vitória do movimento revolucionário que levou Vargas ao poder, foi nomeado oficial-de-gabinete da Secretaria da Presidência da República [...]. A partir de 1935, passou a colaborar ativamente na reforma administrativa empreendida pelo governo federal, que culminou na criação, em 1938, do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) [...] implementando uma política de racionalização e integração do serviço público, bem como de qualificação do funcionalismo.
Disponível em: https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/ AEraVargas2/biografias/luissimoeslopes. Acesso em: 11 set. 2021.
O governo de Getúlio Vargas, ao criar o Departamento Administrativo do Serviço Público em 1938, buscava: