I — No século XVI, o domínio do relógio já era suficiente para suscitar no Irmão Jean, em Gargantua (1545), de Rabelais, o protesto de que “as horas são feitas para o homem e não o homem para as horas!” Duzentos anos depois, a Revolução Industrial sepultou de vez o tempo rítmico da natureza na vida humana; esta passou a ser regulada pelo tempo da fábrica, do trabalho incessante, o tempo do relógio e da produtividade.
WHITROW, G. J. O tempo na História. Rio de Janeiro: Zahar, 1993 apud, DOMINGUES, J. E.https://ensinarhistoriajoelza.com.br/tempo-na-idade-media-invencao-do-relogio/.Acesso em: 08/10/2020
II — No início do século XX, a velocidade das transformações tecnológicas constituía-se enquanto um dos fenômenos mais sensíveis na realidade social e um dos desdobramentos mais profundos foi o do relacionamento entre homens e mulheres. Pela primeira vez na história da Europa, as mulheres eram educadas em massa, ganhavam seu próprio dinheiro, reivindicavam o direito de votar e, sobretudo, davam a entender que numa era industrial a força física tornava-se obsoleta.
BLOM, P. Os anos vertiginosos: Mudança e cultura no Ocidente, 1. ed., Rio de Janeiro: Record, 2015, p. 14-15
A partir das considerações acima é correto afirmar: