– Tanto ler o Voltério...
– E se não fosse o ladino
capitão Joaquim Silvério!
– Assim é vário, o destino:
negro, porém, é o desterro,
e há de arranjar palavreado
com que se lhe escuse o erro.
– Tanto impou de namorado!
E agora, quando se mira
vê-se um mísero coitado...
(como lá diz numa lira...)
– Se nas águas se mirasse,
veria ralo o cabelo
e murcha e pálida, a face.
– Falta-lhe aquele desvelo
da sua pastora terna...
– Deveria socorrê-lo...
–... a quem dará glória eterna!...
– Ai, que ricos libertinos!
Tudo era Inglaterra e França,
e, em redor, versos latinos...
MEIRELES, C. Romanceiro da Inconfidência. In: Poesia
completa. 4.ª ed., Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
1994, p. 598-599.
Essas estrofes pertencem ao Romanceiro da Inconfidência,
em que Cecília Meireles narra poeticamente a Conjuração
Mineira e todo o seu contexto. A lógica de construção desse
poema faz com ele se vincule ao gênero
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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