“As agitações de 1989 na China superaram em escala e intensidade quaisquer outras ocorridas na Europa Oriental, para não falar na Rússia, naquele ano ou nos seguintes. A energia rebelde e o idealismo dos estudantes chineses, bem como a solidariedade ativa da população urbana, não tiveram paralelo em outros lugares: um testemunho, a seu modo, da vitalidade política de uma sociedade ainda próxima das suas origens revolucionárias. Na China, porém, energias de dois tipos se chocaram. Quando veio a crise, a liderança pós-revolucionária responsável pela administração diária do Estado e do Partido hesitou e ficou dividida. Mas os Anciãos, veteranos de décadas de luta armada para a conquista do poder, não iriam perdê-lo por indecisão. Eles ainda eram os combatentes de sempre, não hesitando em neutralizar uma ameaça ao poder do Partido, tal como a viam, tão logo se mobilizou a força necessária para tanto. Em junho, o Exército de Libertação Popular recebeu ordens de evacuar a praça, e o movimento foi esmagado numa noite de violência.”
ANDERSON, Perry. Duas revoluções: Rússia e China. São Paulo: Boitempo, 2018, tradução: Hugo Mader e Pedro Davoglio.
A partir do excerto e considerando a história da China, responda:
a) O que foram as “agitações de 1989” citadas no excerto?
b) Quem são os Anciãos mencionados no excerto?
c) Após 1989, como se desenvolveu o modelo do socialismo com características chinesas?